terça-feira, 9 de novembro de 2010

NERVOS

Aos passos estrondosos desses pequenos pés descalços,
delicados, extraordinários, que por uma grande falha minha não sei agora descrever se eles algum dia foram pintados com as cores de sua delicadeza, de sua beleza.
Dessa semetria dos movimentos que eles fazem, de leva-lá aos seus sonhos de trazer o mundo ao seu mundo, do silencioso andar inconfundivelmente confundido pelo toque da areia crua da praia desertamente movimentada pelas ondas perfeitas do verde mar desse som que escuto da concha catada aos sete ventos dos sete dias do sétimo mês, esquecido no sétimo selo colado ao sabor de sua saliva na sétima carta escrita aos sete dedos para alguém de lembranças passadas, mas dessa saudade incontrolavel pelos sentidos.
Nesses passos dados um de cada vez, lentamente apressados pelos pensar daquilo não dito ou falado pelos mesmos sons dos lábios carnudos daquela manhã, naqule café feito pela cafeteira hoje estragada pelo tempo que ficou em desusos.
Nesses passos que te leva a lua você pede aos controladores de terra que te conduza ao seu destino que te conduza a lua, ao seu mundo, ao nosso mundo.
Enquanto ele pede suas cordenadas, enquanto suas meninas dos seus olhos contempla o mundo de seus olhos, alucinados, viajados pelas leituras desses mesmos olhos, pela pira do medo daquelas vezes onde tudo era assustador, quando ainda estávamos no meio disso tudo, daquilo tudo...