Quero filtrar essas cinzas desse dia cheio de nuvens filtrar essas poeira desse bafo de maresia expelido pela boca fumegante desse dragão inquieto pelas mentes dessas gentes. é fogo, cinza, alegria. é paixão tristeza e harmonia. É pesar o pensamento na estrada tardia do descer dessa criança que fala com um dragão inquieto que conversa com poucos loucos. Com essa criança perdida nesse inconstante ser, é descrever esse seu ter perfeito desse amor na procura de não se esconder, transfundindo os apelos da fotografia feita pelas suas retinas descascadas pelo tempo em que procurava seu dragão perdido nos braços daquela criança. Na utopia das cores efervescentes que gritariam as fúrias da sua beleza, maravilhosa, unica.
O ser intrigante que incomodava aquele negro pássaro de fala mansa que poucos ouvem, que poucos entendem e que ate mesmo o dragão incomodava, mas que na ilusão de materializar a drástica conversa dragão, você o corvo e a criança de lembrança daquelas loiras que perseguiam seus passos noites adentro que nem mesmo o choro dessa criança perturbada pelo barulho do pequeno dragão retirava o efeito das loiras, mas quando misturava as loiras e as ruivas nem a mais suave maresia expelida pelo dragão confortava a fúria da conversa dos três, traçada nas partituras do tempo que passou nos milésimos segundos, mas tudo virava um mar de tranqüilidade numa noite estrelada, iluminada pelo amarelo som da lua cheia, que fascinava as pupilas dilatadas, quando o dragão falava da morena que arrepiava seus sentimentos, seus pelos, sua pele, o coração acelerava a passos gigantes das pegadas de seu amigo, seus olhos transbordavam alegria e lágrimas que o tempo perdia sua noção de beleza nesse efêmero mas que não sabes como é grandioso o eterno dia da criança de olhos negros e belos que não sai de seus pensamentos mostrando a beleza da vida revelada pelo dragão na conversa tímida com o corvo.
Enquanto a criança sorria e se deleitava nos prazeres das brincadeiras na alegria de ser registrada por suas íris.
Mas a volta, a confusão a perda da noção do tempo passado que chega com a fúria desse som destrinchado pelos ouvidos afinados, pelas conversas com o dragão que sumia e voltava ao seu beu prazer.
Quando toda essa euforia passava no tocar do sinos como aviso sonoro de suas idas e vindas desses dois doidos, do dragão e eu, você e o dragão, eu e você , dragão e nós e assim por diante.
A figura transformada do corvo divagando essas frases pelo bosque que as vezes transformada pelo dragão de ramos em cinzas as vezes em cinzas da noite na arte da demora, na rapidez dos meus pensamentos do meu querer era um longo e rápido passeio pelos bosques na voz do dragão que pra acalmar e não apressar os passos, apreciar o sol tentando transpassar a maresia da fala mansa desse dragão.
Vagando e vagando pelas idéias dos ideais na tentativa de descobrir o tudo e no final ele ser o nada.
Entrou na metade da vida querendo de toda forma entender o filme inteiro mas só tinha visto o final da ordem cronológica do vôo do dragão pelo seu quarto juntando as forcas para lutar na sua própria batalha, nessas idéias torta produzindo uma imensa sombra das mesmas imagens refletidas dos passageiros sem destinos que ao lado passam, quebrando os galhos secos nos quais posavam o corvo em seus momentos de devaneios, escutando os gritos sussurrados dos galhos caídos ao chão incomodando os olhos lindos da criança seus ouvidos há pouco sereno agora atordoados pela fúria dos gemidos misturando vozes, silencio, sussurros e na imensidão do alem ele voltava para contar-me sobre suas baforadas pelos bosques. Falava-me sobre o tempo que sem tempo passava pelas suas garras que esmagavam a imensidão criadas pelas sementes dos galhos queimados por suas baforadas, enquanto ouvia vozes de ninguém que aqui esta, estava nem passava. Tudo branco, vermelho do fogo expelido pela boca amarga dos anos passado daqueles belos dias sem nuvens no céu, daquelas belas lembranças.
Nessa noite gelada, silenciosa em que se ouve os passos do dragão sincronizado com o bater das asas do corvo que num milésimo de segundo de escuta lá no fundo a mudança do trocar daqueles bonecos insólitos desses semáforos sem sentido, que mudam a vida desses loucos transeuntes. Enquanto uma voz lá no findo gritava em seus ouvidos "seus loucos, seus doidos" começando alto e lentamente abaixando o volume...