Do tempo do EPA
“Num dia de sol Recife acordou, com a mesma fedentina do dia anterior. Na quarta pior cidade do mundo, Recife cidade do mangue. No meio da rua, em cima das pontes. É só uma cabeça equilibrada em cima do corpo”, na procura dos amores e desmores, no sangue do boi escorrendo pelo matadouro, na aflição agonizante da morte nunca chegar, e quando chega não é na hora esperada. “A dor também é prazer, a maldição é também uma benção, a noite é também um sol”, buscando no sofrimento alheio a alegria própria, não medindo nessa dor as conseqüências abençoadas por um louco padre desolado pela igreja fechada, sem os tradicionais fiéis para segui-lo, colocando a morte como um mero obstáculo, ultrapassavel com toda facilidade na conquista do amor tão almejado, mas não correspondido.
Amarelo Manga, amarelo da anemia, amarelo inverso da fruta doce, do suco grudento que deixa lugar para o sangue pegajoso, amarelo da riqueza escondida no simbolo do carro que ostenta o poder do amarelo da bandeira nacional. No grito desesperado “não aguneto mais” a rotina diária do repetir, sempre ver as mesmas caras, aguentar a ladainha de sempre, de sonhar com o amanhã, e o dia seguinte ter a impressão de tudo não passar de um “déjà vu”.
Amarelo Manga não é um filme para pessoas acostumadas com filmes comerciais, pessoas que provavelmente dirão ao final da projeção, se aguentarem até lá, filme brasileiro é sempre a mesma coisa, só tem palavrão e mulher pelada. E muito menos para ser visto no auditório do Canal da Música. Ainda não descobri o porquê dessa insistência do festival de cinema ser realizado num auditório construído para outras tantas finalidades, mas que com certeza não o da projeções de filmes. Nem o fato da acústica estar péssima tira, agora sim, os meus aplausos para Amarelo Manga e principalmente para a interpetração de Mateus Nachtergaele, num papel de homosexual que desta vez não se casa, mas que está preso na procura de conquistar seu amor.
INTERPRISE
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
VOU
Vou botar pra fora a voz do pau dos mangueirais, assobiar as vozes das cobras escondidas, ressonar nos ecos dos seus gritos estridentes.
Vou botar pra fora, o desespero encrausulados pelos dedos dementes, espatifar suas faces com os elos de seus dentes.
Vou botar pra fora o silêncio habitado pelo meu ser que percorrem as madrugadas esfarrapadas, maltratadas pelas bebidas ardentes.
Vou botar pra fora a sua donzela escondida em suas meninas de olhares encantadores, mas de lagrimas transparentes.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
EU
Um varal estendido no meio da sala revelava nas gotas amarelas, do tempo, faces desconhecidas. Garoto ainda, aos pequenos passos, observava minuciosamente e lentamente cada foto. Admirava e instigava o mundo com tons de cinza, que percorriam do preto ao branco, ou vice-versa. Em um toque de mágica, com as mãos hábeis - treinadas pela experiência - davam vida ao pequeno estúdio fotográfico.
Lembrança guardada como uma velha foto, numa gaveta de um antigo armário que nunca recebia visita alguma. Algo inconsciente do que podia ser os seus primeiros passos no mundo da fotografia. Inconscientemente esse desejo pela fotografia foi aumentando com o passar do tempo, o desejo ardente de comprar uma máquina fotográfica parava no alto preço dos equipamentos.
Os anos se passaram enquanto os sonhos aumentaram e o desejo se realizou em 1995, num velho ferro fundido com lentes de rosca da guerra fria, hoje uma peça de museu mas que na época deixou a imaginação solta, revelou vários erros e acertos, e o passar do tempo formou-se em Comunicação Social - Jornalismo em meados de 2001 na Universidade Tuiuti do Paraná, em 2002 fez o curso de especialização Comunicação Audio-Visual da PUC-Pr.
No meio do percurso já estava trabalhando como repórter-fotográfico para os jornais Tribuna do Paraná e O Estado do Paraná ficando até 2004. Nesse tempo já era free lancer do Diário Lance e Agência Lance, no final de 2004 foi convidado para trabalhar na Gazeta do Povo onde ficou por 7 anos.
Prestou serviços para Agência EFE, Jornal Estado de São Paulo, Diário de Pernambuco, Revista do IDEC, International Tennis Federation (ITF), Vipcomm, Trysports, Photocamera, O Globo, Revista Contigo entre outros meios de comunicação.
Lembrança guardada como uma velha foto, numa gaveta de um antigo armário que nunca recebia visita alguma. Algo inconsciente do que podia ser os seus primeiros passos no mundo da fotografia. Inconscientemente esse desejo pela fotografia foi aumentando com o passar do tempo, o desejo ardente de comprar uma máquina fotográfica parava no alto preço dos equipamentos.
Os anos se passaram enquanto os sonhos aumentaram e o desejo se realizou em 1995, num velho ferro fundido com lentes de rosca da guerra fria, hoje uma peça de museu mas que na época deixou a imaginação solta, revelou vários erros e acertos, e o passar do tempo formou-se em Comunicação Social - Jornalismo em meados de 2001 na Universidade Tuiuti do Paraná, em 2002 fez o curso de especialização Comunicação Audio-Visual da PUC-Pr.
No meio do percurso já estava trabalhando como repórter-fotográfico para os jornais Tribuna do Paraná e O Estado do Paraná ficando até 2004. Nesse tempo já era free lancer do Diário Lance e Agência Lance, no final de 2004 foi convidado para trabalhar na Gazeta do Povo onde ficou por 7 anos.
Prestou serviços para Agência EFE, Jornal Estado de São Paulo, Diário de Pernambuco, Revista do IDEC, International Tennis Federation (ITF), Vipcomm, Trysports, Photocamera, O Globo, Revista Contigo entre outros meios de comunicação.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Olhos
No verde anil do reflexo desse sol
pelo imenso mar de mentiras dos seus olhos
refletidos nas ondas do céu perturbado
pela negra cor de suas origens
no esquecimento do meu vagabundo ser
recomeça em lentos passos
o mistério dos traços dados pelas traças de suas roupas
na força das últimas gotas da água lhe dada
maltratada pelo tempo que passou sem ser notada
no riso de canto de boca
dos lábios carnudos, maltratados pelo tempo do desuso
nas palavras não faladas, nas letras não lidas
as invenções de Gutenberg nada lhe dizem
nada lhe falam, nada sabe sobre o tal mistério das letras
as faladas, as dadas, as jogadas, as molhadas pelos lábios
da chuva que percorre seu corpo desnudo
no desespero desse sol mentiroso
que enganam nossos olhos perplexo pelo anil "azul"
do céu também desnudo e sereno
nas mentes que brindam o nada saber
desse céu preto anil.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
PALAVRAS
Ei, essas palavras ferem
essas palavras machucam
dessa voz o sangue transfunde
no correr das veias assustadas
pelo bater dos nossos corações
aconselhados pelas razões
desses lábios desejados
olhem essa moça de cabelos de fogo.
deslumbrem esses olhos escondidos.
as vezes te mostrando um olhar rápido.
mas seus lábios sempre visíveis
sussurrando algo inexplicável
na procura de gozar os prazeres
das belezas da vida
desfrutar desses nossos momentos
inventados pelo percurso da vida
mas, ei, essas palavras machucam
essa palavras ferem
quando ditas pelas bocas desafinadas.
Desse tempo que não termina,
desse tempo que nunca começa,
nessas verdadeiras mentiras,
contadas por nossos lábios
por nossos pensamentos dessincronizados
enquanto ainda não nos perdemos.
essas palavras machucam
dessa voz o sangue transfunde
no correr das veias assustadas
pelo bater dos nossos corações
aconselhados pelas razões
desses lábios desejados
olhem essa moça de cabelos de fogo.
deslumbrem esses olhos escondidos.
as vezes te mostrando um olhar rápido.
mas seus lábios sempre visíveis
sussurrando algo inexplicável
na procura de gozar os prazeres
das belezas da vida
desfrutar desses nossos momentos
inventados pelo percurso da vida
mas, ei, essas palavras machucam
essa palavras ferem
quando ditas pelas bocas desafinadas.
Desse tempo que não termina,
desse tempo que nunca começa,
nessas verdadeiras mentiras,
contadas por nossos lábios
por nossos pensamentos dessincronizados
enquanto ainda não nos perdemos.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
,.,.
Pela noite que me transforma
pelo morrer do meu ser, que renasce.
pelo dia que se vai, nos olhos partidos
me entrego nessa transformação.
nessas vozes que transcendem
no soar dos ventos em prantos
fico nesse canto
na tentativa de medir meus passos
do falso drama inventado
pelo morrer do meu ser, que renasce.
pelo dia que se vai, nos olhos partidos
me entrego nessa transformação.
nessas vozes que transcendem
no soar dos ventos em prantos
fico nesse canto
na tentativa de medir meus passos
do falso drama inventado
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Deixe-me
Deixe-me, estou indo na procura, deixe-me ir ver o sol nascer, ir andando por ai caminhando a esmo enquanto os pássaros cantando me mostram o caminho sorrindo, deixem-me ir por ai, na procura latente dessa saudade vazia feita pelos momentos desejados, nas imaginações desse tempo que não passa, no tempo perdido na procura das lembranças dos conselhos seguidos a risca dos dois corpos.
Nas batidas das esperanças desse coração, dos perfumes roubados pelos sonhos dos jardins floridos pela primavera que chega ao fim, deixe as rosas onde estão, enquanto deixamos o hoje aqui, vamos sorrindo no compasso dos pássaro que nos mostram o caminho, enquanto lavamos nossos corpos com os perfumes roubados, dos sonhos desejados.
Deixe-me perguntar ao tempo, que tempo foi perdido, que tempo ganhamos, que tempo é esse que o tempo não nos diz, deixe-me embriagar nesse seu perfume, deixe-me confessar ao som dos tambores, deixe-me acariciar junto ao meu peito esses cabelos encaracolados.
Nas batidas dos dedos nas cordas de aço, na madeira trabalhada que junto ao meu peito, faço o som da noite se acabar.
Nas batidas das esperanças desse coração, dos perfumes roubados pelos sonhos dos jardins floridos pela primavera que chega ao fim, deixe as rosas onde estão, enquanto deixamos o hoje aqui, vamos sorrindo no compasso dos pássaro que nos mostram o caminho, enquanto lavamos nossos corpos com os perfumes roubados, dos sonhos desejados.
Deixe-me perguntar ao tempo, que tempo foi perdido, que tempo ganhamos, que tempo é esse que o tempo não nos diz, deixe-me embriagar nesse seu perfume, deixe-me confessar ao som dos tambores, deixe-me acariciar junto ao meu peito esses cabelos encaracolados.
Nas batidas dos dedos nas cordas de aço, na madeira trabalhada que junto ao meu peito, faço o som da noite se acabar.
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