sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Deixe-me

Deixe-me, estou indo na procura, deixe-me ir ver o sol nascer, ir andando por ai caminhando a esmo enquanto os pássaros cantando me mostram o caminho sorrindo, deixem-me ir por ai, na procura latente dessa saudade vazia feita pelos momentos desejados, nas imaginações desse tempo que não passa, no tempo perdido na procura das lembranças dos conselhos seguidos a risca dos dois corpos.
Nas batidas das esperanças desse coração, dos perfumes roubados pelos sonhos dos jardins floridos pela primavera que chega ao fim, deixe as rosas onde estão, enquanto deixamos o hoje aqui, vamos sorrindo no compasso dos pássaro que nos mostram o caminho, enquanto lavamos nossos corpos com os perfumes roubados, dos sonhos desejados.
Deixe-me perguntar ao tempo, que tempo foi perdido, que tempo ganhamos, que tempo é esse que o tempo não nos diz, deixe-me embriagar nesse seu perfume, deixe-me confessar ao som dos tambores, deixe-me acariciar junto ao meu peito esses cabelos encaracolados.
Nas batidas dos dedos nas cordas de aço, na madeira trabalhada que junto ao meu peito, faço o som da noite se acabar.

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